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22 de setembro de 2017

Extraindo o Ouro e as Riquezas do Brasil

Por Wagner Medeiros Junior
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Retirar todos os recursos possíveis das colônias para enriquecer a Metrópole era um fundamento do mundo colonialista. O diplomata Martinho de Melo e Castro, secretário de Estado da Marinha e Ultramar do reino português, sintetizou com precisão esse fato, em 1772, ao dizer: Todo o mundo sabe que as colônias ultramarinas, sendo sempre estabelecidas com preciso objeto da utilidade da Metrópole, ou da cidade capital do reino, ou estado a que são pertencentes, resultaram dessa essencial certeza máximas tão infalíveis, e tão universalmente observadas na prática de todas as nações.
Nesse contexto, a exploração do ouro achado no Brasil tornou-se de substancial importância para a economia de Portugal, em especial nos reinados de D. João V (1706-1750) e de D. José I (1750-1777). Tal importância, todavia, não se restringiu apenas à dependência da Coroa das receitas derivadas dos tributos incidentes sobre a produção aurífera. Em determinados períodos, o ouro que entrava em Portugal por meio dos viajantes egressos do Brasil chegou a ultrapassar a todas as receitas tributárias do Reino.
O maior problema para o controle sobre a produção aurífera era o contrabando, que exigia uma constante mobilização das tropas para manter a vigilância territorial e a fiscalização sobre as regiões mineradoras. Mesmo com um forte aparato, a ascensão do diplomata Sebastião José de Carvalho e Melo - futuro Marquês de Pombal - ao ministério português, em 1750, fez com que Portugal apertasse ainda mais a cobrança de tributos, tendo em vista aumentar a lucratividade extraída do Brasil para consolidar sua política de modernização do reino.
Por conseguinte, o governo central estabeleceu que o Brasil deveria encaminhar anualmente a Portugal uma cota mínima anual de 100 arrobas de ouro, o que equivale a 1.500 quilos, como forma de compensar o contrabando e o descaminho estimado. Caso a Receita Real não alcançasse essa quantia seria lançada a “derrama”, ou seja, a cobrança dos impostos se daria pela força, com o confisco de bens, se necessário. A “derrama” atingiria a todos, inclusive comerciantes, fazendeiros, artífices, entres outros profissionais liberais, não ficando restrita apenas aos mineradores e contratadores.
Nessa época, a produção de ouro no Brasil começava a escassear em todas as regiões produtoras, o que afetava diretamente a arrecadação da Receita Real. Portugal, por sua vez, enfrentava grandes problemas econômicos decorrentes da autodependência da Inglaterra e da perda de algumas colônias na África e na Ásia. Para piorar ainda mais a situação do reino, no primeiro dia de novembro de 1755, dia de Todos os Santos, ocorreu um grande terremoto em Lisboa, seguido de um forte tsunami e de grandes incêndios que devastaram diversas regiões aonde as águas não alcançaram. Quase toda cidade ficou destruída!
A capitania de Minas de Gerais tornara-se então de importância substantiva para a Metrópole.  De lá a Receita Real arrecadou, no período entre o início de 1762 ao final de 1764, a seguinte soma de impostos, equivalente em ouro: 549 Kg em Dízimos, 1.403 KG em Entradas e 2.950 Kg em Quinto. Estima-se que Portugal recebeu do Brasil, durante todo o século XVIII e a primeira década dos oitocentos, cerca de 56,5 mil arrobas de ouro, a maioria saída de Minas Gerais. É natural, portanto, que toda capitania se sentisse sufocada ao ver subtraída tanta riqueza.
Entretanto, a Coroa portuguesa não arrefecia seu ímpeto arrecadador, nem em tempos de crise, quando a diminuição da produção do ouro já se fazia sentir na própria vida da capitania. Acumulou-se, então, dívidas em imposto que seriam impagáveis ao peso do ouro, principalmente porque a colônia dependia de importar quase tudo que consumia e era proibida de produzir. Por isto, para a Coroa portuguesa, por um largo período a “dívida” do Brasil continuaria crescendo.

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Preto no Branco | Por Wagner Medeiros Júnior

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O Dia Em Que Virei Artista à la Big Brother: Aquiles Andrade



 Aprendi ao longo da vida que ninguém pode mesmo dizer aquele refrão   “dessa água não beberei jamais”. Pois vejam vocês! Quem diria que mesmo depois de ter ultrapassado oitenta anos de vida, me transformaria num tipo de artista à la Big Brother. Não talvez pelos meus dotes físicos ou intelectuais, porque estes a gente vai deixando pelo caminho. E não também por alguma capacidade estratégica que eu tenha de enredar pessoas em situações que, no final das contas, me permitam alcançar sobre elas ganhos ou vantagens.

Enfim, o meu ingresso neste mundo “bigbroziano” se deu pela atenção preocupada dos filhos com a minha cabeça dura de querer garantir minha autonomia em face da minha viuvez, de querer morar sozinho no meu canto, fazendo minha comida etc. A novidade nisso tudo é que tal atenção preocupada, nesse mundo louco, veloz e mutante, está sendo cada vez mais suportada pelas tecnologias mais avançadas do mundo, algumas surpreendentes e a maioria inimaginável.

Pra quem, como eu, viu surgirem o rádio, a televisão, o telefone e outras novidades do tipo, não poderia imaginar que um dia, ao invés de assistir a televisão da minha casa, eu seria “assistido” na televisão de todos os filhos.

Ainda bem que com o passar do tempo nossos espaços de segredo vão mudando de forma. De espaços exteriores, onde nos escondíamos ou escondíamos as coisas que queríamos preservar, vão se tornando espaços interiores, indevassáveis às câmeras desse mundo, para onde entramos sem precisar de chave, nem de senha, nem de portas.

Foi por isso que não me importei quando os familiares me disseram que, para minha própria segurança e bem estar, seria importante colocarmos algumas câmeras estrategicamente situadas na minha casa, de forma que os filhos ficassem tranquilos de que eu não estava pondo fogo na casa, esquecendo o gás acesso, ou deixando portas abertas, dormindo no chão, enfim, estava tudo sob controle.

Foi assim que me tornei um artista à  la Big Brother! Verdade que não tenho a audiência do BBB e nem a apresentação charmosa do Pedro Bial. Mas nem por isso me sinto menos poderoso de poder oferecer distração para os preocupados filhos e netos, em especial o neto Julio, que me atende dia e noite.

E como dizem os filhos que “a cabecinha de Aquiles” voa, fiquei imaginando que, no fundo, no fundo, estamos mesmo sempre envolvidos em alguma espécie de “big brother”, com câmeras ou sem câmeras.  Recordo-me que quando criança, ao fazer minhas travessuras, sentia como se estivesse sendo observado pelo Deus todo poderoso que, com infinita paciência, sacudia a cabeça e me dizia: Sim senhor, hein Aquiles!

Agora, tenho a impressão que esse papel ficou mais prosaico e simplificado, tendo sido designado como tarefa dos próprios filhos, ajudados pela poderosa tecnologia. Mas deixa estar que quando eu partir para o andar de cima e me juntar a Isabel, eu também vou ficar olhando na imensa televisão que tem lá, que possui câmeras espalhadas por cada pedacinho desse mundão de Deus e sacudindo a cabeça direi:

Não Contavam Com Minha Astúcia!


 20/11/2015

21 de setembro de 2017

19 de setembro de 2017

Voltou-se a moça - dupla-de-sushi 1 - Os Trabalhadores da* MAR - Fernando Costa





"De súbito, perto de uma moita de azinheiras, que forma o ângulo de uma horta rústica, no lugar denominado Basses Maisons, voltou-se a moça, e esse movimento chamou a atenção do

Duplas de Sushi - Os Trabalhadores da* MAR - Fernando Costa



Boa noite amigas e amigos do Clube de Leitura Icaraí.

Ainda sobre os Trabalhadores da* MAR, queria partilhar com vocês uma guloseima literária e iconográfica que eu adoro criar e