CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

21 de outubro de 2013

1934, de Alberto Moravia, no Clube de Leitura Icaraí




No ambiente fascista da Itália nos anos 1930, o jovem Lúcio se vê em constante luta contra sua angústia. Logo, o intelectual italiano passa a se perguntar se vale a pena viver no desespero ou se é melhor “abraçar” a morte. Todos esses pensamentos acompanham o personagem principal em 1934, do escritor Alberto Moravia, que entra em debate no Clube de Leitura Icaraí, no dia 4 de outubro. O evento acontece das 19h às 21h, na Livraria Icaraí (Rua Miguel de Frias, 9, em Niterói). A entrada é gratuita.
Romance - Desacreditado com a vida, o protagonista de 1934 parte em viagem de barco para a ilha de Capri a fim de terminar de escrever um livro. Dentro da embarcação ele avista Beate, uma jovem casada com um oficial nazista alemão. Logo, os dois conectam-se através da desesperança mútua refletida em seus olhares, algo que fascina ambos. Mesmo sem trocar uma palavra, ao final da viagem, o italiano já está apaixonado. Beate, então, procura o suicídio a dois e vê em Lúcio alguém capaz de acompanhá-la.

Ele, por sua vez, fica obcecado pela jovem, desencadeando uma estranha história, em que amor e morte surgem como as diferentes faces da mesma moeda. Com um mergulho na angústia existencial que alimenta o espírito dos personagens, a obra caracteriza-se por ser um retrato social e político da Europa em pleno crescimento do nazismo e do fascismo.

Um comentário:

  1. Como seres racionais que somos, nossa maior conquista é a compreensão de nosso próprio desespero e a percepção de que a vida é, em última análise, inútil. O nosso triunfo, único e final, é poder escolher a hora da morte, como Sócrates, ao suicidar-se, deixando o cosmo inconsciente e para sempre entregue à sua dança de energias cegas.

    Arca da Irmandade

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