CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

27 de agosto de 2013

"Nas malhas do devaneio" à venda na Gutemberg

Ou peça ao Concierge do CLIc

8 comentários:

  1. Gostei dessa parte: "Só tem uma estrutura ontológica um eu que se constrói a si mesmo. Todos os outros eus são apenas subprodutos de uma cultura que impõe seus valores e autorizam os indivíduos a pautarem a sua existência de acordo com eles."

    No mais, estou devaneando que é uma beleza, entrando e não entrando no fluxo dos pensamentos de dilia. E que, quando entro nesse rio pessoano, escorrego feito quem pisa em pedras com limo.

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  2. Querido Concierge!
    Devaneemos, pois, nesse e noutros rios!
    Saudações Pessoanas!
    dília

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  3. Um verdadeiro convidado surpresa esse misterioso interlocutor da narradora de "nas malhas do devaneio". Ainda vou a meio caminho na leitura mas já cuido para não alimentar muito minha curiosidade, pois desconfio de antemão que a matéria desse diálogo se desvanecerá como um devaneio remanescente, que sobrevive brevemente após cairmos nas malhas finas de nós mesmos. Mas antes devanear o que há de bom porque angústia não tá com nada. Vejam só o Luís da Silva, aprisionou o CLIc nas malhas de um silêncio preocupante.

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  4. Agora eu descubro que a pessoa (ou seria o pessoa?) mais misteriosa nesta conversação não é outro que não o próprio "eu". Quem será ele? Um eu-outro?

    Não posso concordar com a seguinte fala de Ricardo Reis: "Valerá a pena amar o que podemos ter? Amar é querer e não ter. Amar é não ter. O que temos, temos, não amamos." Como ficaria o célebre dito popular "amo tudo que tenho"? Se me julgam encontrar-me encarcerado nessa opinião vulgar, o que fazer, se sou refém dela?

    Esse amor pessoano é muito cruel. Onde já se viu dizer que o amor é vivido sobretudo de emoção e abandono? Pura provocação! Se bem que gostei demais da continuação: "... Logo, todo o abandono, a que as emoções estão ligadas, dificultariam toda a possibilidade de consciência porquanto esta se faz essencialmente de um controle da razão sobre o sentimento."

    Que lástima, penso eu, (data vênia!)que esses pessoas descobrem num momento o que os felizes levam muito tempo a achar. Porque assim parece haver, também, cousas que os felizes sabem e que os pessoas nunca saberão. Embora não tenha certeza disso.

    Enfim, parece que estou entendendo Fernando Pessoa, o que equivale dizer que não estou entendendo coisa alguma. Será um bom começo? A proposta de dília neste livro é muito radical,atualmente incompatível com minh'alma alinhada e ordenada, minha maneira burguesa de enfrentar a angústia tão bem encarnada no Luis da Silva, magnificamente interpretada por Graciliano Ramos no livro do mês do CLIc.

    À medida que prossigo na leitura deste belo, fino e denso livro vou sendo contagiado por uma necessidade cada vez maior de me reinterpretar, de me reinventar. O que serei eu ao fim dessa trilha? Reconhecer-me-ei?

    [ ] Concierge, o ser cuja essência inexiste.

    Warning: esse livro deveria vir com tarja preta e bula advertindo sobre prescrição, posologia e efeitos colaterais.

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  5. Marquei muitas passagens maravilhosas no livro de Dília, mas o que mais me encantou foi a forma original, criativa e didática que ela vislumbrou para nos passar grandes ensinamentos, assim leve e inteligente, para temas tão densos. Já tive oportunidade de fazer um curso com a mestra e a sensação é a mesma. Gostoso isso de poder tirar mais uma capa de ignorância de cima de mim e me sentir próxima a grandes autores, sentadinha na cadeira, ao pé da lareira, um vinho tinto na taça e muitos devaneios na cabeça...

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    1. Agora, vocês sabem, porque sou fã incondicional da nossa Ritinha! É que ela tem um jeito de ser e de dizer que não se permite a ela mesma deixar de revelar o que verdadeiramente pensa. Eu gosto disso.
      E, fico ansiosamente aguardando pelo seu novo livro.
      Abraços
      dília

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  6. Achei legal a parte em que "eu" devaneava tanto a ponto de levar a taça de vinho vazia à boca.

    dilia se mostra uma exímia artista da palavra e do pensar. Uma esgrimista! Que sutileza! Que precisão!



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    1. As palavras pronunciadas pelo nosso Concierge, me fazem sentir ainda mais entusiasticamente levada para outros devaneios que estão por vir.
      Quanta responsabilidade!!!! E quanto prazer!!!!
      Abraços
      dília

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