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A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

4 de agosto de 2013

Sidarta, de Hermann Hesse, no Clube de Leitura Icaraí

Capa
Busca por sabedoria, plenitude espiritual e um estado mental completo e pleno são alguns pilares desse famoso romance lírico. Assim pode ser descrito Sidarta, obra de Hermann Hesse, publicada em 1922 e baseada na viagem do autor à Índia em 1911. Inspirado na tradição contada de Siddhartha Gautama, o Buda, o livro conta a história do jovem rico Sidarta. O livro, muito usado para combater o “American Way of Life” nos anos 1960 e 1970, entra em debate no Clube de Leitura Icaraí, no dia 2 de agosto, das 19h às 21h, na Livraria Icaraí (Rua Miguel de Frias, 9, em Niterói). A entrada é gratuita.

As trajetórias de Sidarta e Buda se confundem. Nascido na Índia e filho da aristocracia religiosa dos brâmanes, Sidarta passa a juventude isolado das pobrezas do mundo, aproveitando-se da condição de sua casta. Porém, em determinado momento, o jovem abdica de tudo e parte em viagem pelo país, onde a pobreza e as dificuldades são muito marcantes no dia a dia.

Educado e de boa aparência, Sidarta começa sua caminhada com os Samanas, que vivem para pensar, esperar e jejuar. De primeira, não aceita a doutrina e acaba encontrando só decadência. Decide, então, tornar-se balseiro em um rio ao lado do sábio Vasudeva e só aí conhece a sua redenção. Em sua longa jornada, o jovem indiano experimenta de tudo, desde os prazeres mundanos aos jejuns religiosos. Só depois de passar por todas as provações, ele descobre o caminho para a absoluta plenitude espiritual e de total sabedoria.



Sobre o autor – Nobel de Literatura, Hermann Hesse é um dos mais importantes escritores alemães do século XX e sua obra provoca uma espécie de culto místico. Filho de pais missionários protestantes, nasceu no dia 2 de julho de 1877. Estudou no seminário de Maulbronn, mas não seguiu a carreira de pastor como era da vontade de seus pais. Morreu em 9 de agosto de 1962, em Mon­tagnola, aos 75 anos. Trans­corridos 50 anos, a data foi devidamente lembrada em 9 de agosto de 2012 com cerimônias, festejos, palestras e conferências realizadas durante todo o último trimestre do cinquentenário de seu falecimento ao redor do mundo. Suas obras continuam vivas e hoje, mais do que no passado, o número de leitores e admiradores de Hermann Hes­se aumenta em todos os quadrantes.


Um comentário:

  1. Gostei muito da leitura e quero conhecer os outros livros de Hermann Hesse. Eu me ligo mais nos conhecimentos para a nossa vida prática, entendo pouco da parte espiritual da cultura hindu, mas é bom conhecer.

    O CLIc está sempre nos proporcionando boas leituras.

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