CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

30 de julho de 2013

Aconteceu em 5/7/2013 - letras rebeldes, fluidos insensatos: novaes/

Opinião dos participantes do debate


Opinião de leitores



Oi Newton,

Hoje, falando em sala sobre a capacidade humana de se comunicar e de comunicar algo em determinadas circunstâncias, advinha quem me veio à mente... Como eu estava com seu livro, li o conto "A carta" para a turma. Acredite, nem sei como posso descrever, rsrsrs, eles "piraram o cabeção" meu amigo, digo que você recebeu um dos maiores elogios que um escritor pode receber de minha tchurminha. Sem querer um aluno deixou escapar: "puta que pariu, esse cara é um foda"; quer elogio maior meu amigo? rsrsrsrsrrs. Não contentes com isso, foram falar nas outras turmas e eu tive que ler o conto para elas. Em algumas turmas não deu tempo de ler todas as versões da "carta" e eu acabei esquecendo que não tinha lido. Você acredita que eles, na aula seguinte, vieram me cobrar? O livro ficou meio amassado porque todo mundo queria ver com seus próprios olhos a engenhoca da transparência.

Helene Camille
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Achei simplesmente GENIAL a inclusão da transparência para o último conto “A carta”. A princípio coloquei a transparência na folha em branco. A seguir abri a cortina e a olhei como se fosse uma imagem de RX. E, por último, quando já estava quase desanimando, fiz o que era para fazer (não vou dizer o que é, porque vai que alguém possa estar me lendo antes de ler o livro) e pude ler a “verdadeira carta”. Fiquei completamente maravilhada com esse exercício para o leitor, no final do livro. Parabéns, Newton, nunca tinha visto nada tão criativo num livro. Para mim, foi como um presente do autor para o leitor. Adorei !!!

Angela Ellias


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Amigo,


Falei sobre o teu livro ao telefone e nas páginas do facebook. É sem dúvida uma excelente reunião de contos. Espero trabalhar com eles no curso de Letras. Não resisto à tentação de destacar os preferidos: "Um dia inesquecível", "Bernardo gandula", "O espião", "Eis que morto acordei", "Os famintos da rua cinco" e "Eu processaria Isaac Newton". 

O teu livro está com as páginas cheias de anotações. Coloquei-o junto aos contistas que mais admiro, e que me ensinam a escrever, como Jorge Medauar, Tchekhov, Moacyr Scliar, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles e Carlos Rosa Moreira. 

Parabéns, escritor.

Hélio Penna



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Obrigado, Newton, ganhei bons momentos com seu livro, e uma surpresa, meio sem entender, no último conto. Entendi depois. Muito legal, uma interação a mais entre livro e leitor. 
Você tem um estilo, muita coisa de uma vivência onde se nota engajamento, sua literatura é, suavemente, mas claramente, engajada. Será catarse do primeiro livro? Haverá mudanças de estilo no próximo? Há aspectos que, tenho certeza, não mudarão, a exemplo do escritor de "Eis que morto acordei", "Pintor de paredes" e "A viagem do filho querido". Existem aspectos do estilo, especialmente nesses três contos (há em outros também) onde se nota a solidificação de características do autor. Digo isso com certo temor, pois não sou literato, mas assim me parece.
Muito bom de ler, Newton. Um forte abraço.

Carlos Rosa Moreira



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Boa noite, Newton!

Tendo terminado a leitura de seu FLUIDOS INSENSATOS, liguei o computador exatamente para lhe falar sobre o prazer que ela me proporcionou e lhe dar os parabéns pelo seu belo trabalho. Seus contos têm o dom de mexer com nosso imaginário, pois buscam temas variados, intensos, que às vezes poderíamos chamar de estranhos, mas sempre muito envolventes. Durante a leitura de alguns dos contos, me via perguntando: "onde ele foi descobrir um tema desses?" Eles vão além dos fatos comuns que nos cercam. Estou com a Rita: o conto, "A Carta", é hors-concours, brindando o leitor com uma criatividade difícil de ser imitada. Quantas pessoas seriam capazes de escrever uma carta assim, com tríplice rota de leitura, levando a contradizer o que sua forma completa nos mostrava? Foi bom reler "A viagem do filho querido" e "Pintor de paredes", que já conhecia. É claro que me identifico melhor com alguns dos temas. E se precisasse indicar o que mais mexeu comigo, diria que foi "Eis que morto acordei". Eu me vi no lugar daquele cadáver e acho que seria capaz de pensar e sentir como ele.


Gracinda Rosa

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Encantada, termino a leitura do "Letras rebeldes fluidos insensatos".
Por essa fértil imaginação, você merece ser incluído entre grandes escritores, igualmente imaginativos, como Saramago, Vargas Llosa, Garcia Márques, Júlio Cortázar...
Parabéns Novaes/! Estou certa de que este é o primeiro de muitos outros livros, pois antevejo uma longa e bem sucedida carreira.
Abraços.

Elenir Teixeira

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Acabo de ler “Letras rebeldes fluidos insensatos” de Novaes/.
Se precisasse descrever o livro em uma única palavra seria: jorro. Digno da pulsão explosiva de quem contém, armazena, contrai, recua, as histórias trazidas pelo autor tem o ritmo de jatos de perspicácia, criticidade, sensibilidade e inteligência. Há algo que está presente em todos os contos, assim como no essencialmente humano: surpreender.

Cristiana Seixas





7 comentários:

  1. Sou uma leitora exigente, em matéria de contos e crônicas acho que ainda mais do que romance, porque a coisa tem que me arrebatar mesmo, do contrário não rola. E seus contos, novaes/, têm esse poder. Eles nos pegam de chofre, quer pela veia poética, humorística, irônica, política ou social. Prometem e cumprem. Eu quero é saber quando sai o 2º livro.

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  2. Gostei dos comentários sobre esse livro "Letras rebeldes fluidos insensatos", dá o que pensar... Já conhecia o conto vencedor da UFF em 2012, quero conhecer os demais. Como faço para adquirir?

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  3. Sr. Anônimo,
    A Estante do Concierge possui o livro para venda.
    Envie um e-mail para conciergeclic@gmail.com

    Abs,
    Novaes/

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  4. Olá novaes/!

    Parabéns por escrever Contos que refletem bem a inquietação dos tempos atuais!

    De que forma, no seu modo de ver, a rebeldia colabora para a construção de um Texto?

    Sendo você um comunicador, seria correto atribuir o ritmo dinâmico e envolvente de seus Contos ao estilo jornalístico que predomina em seus textos?

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  5. Olá, Evandro. Obrigado pela pergunta.
    Sobre o texto com um ritmo mais direto, acho que sim, Evandro. O jornalista é treinado para contar uma história que provoque a leitura, chame a atenção. É provável que essa formação profissional tenha sido determinante em aspectos do estilo dos meus contos.
    Sobre a rebeldia - e hoje ela está estampada nas ruas - acho que ela está presente, de alguma forma, em muitos escritores, senão na maioria. Quando um autor questiona os costumes de sua época, ou a situação de vida das pessoas, ou a moral reinante, enfim, qualquer aspecto da vida, ele o faz porque há uma semente rebelde em seu espírito. Essa rebeldia, essa vontade de contrapor-se a algum aspecto existente na vida, que não se coaduna com sua visão de mundo, ou com suas emoções, é sem dúvida um elemento instigante para a escrita desses autores. Essa semente rebelde faz ver como anomalia o que as pessoas vêem e acham imutável ou normal.
    Estamos vendo nessas manifestações, pelas ruas do Brasil, uma saudável rebeldia, embora surjam também algumas doses amargas de insensatez. Talvez seja difícil separar as duas coisas, mas a rebeldia, na minha opinião, de um modo geral é um ato salutar. Para a escrita eu acho fundamental. Grandes escritores, artistas e humoristas tinham a rebedia dentro de si.

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  6. Que belo grupo são vocês! Leitores cultos, simpáticos e de conversa agradável. É um grande prazer assistir gente assim, sobretudo neste árido ambiente virtual, caótico e falaz. Vejo este clube de leitura, em minha modesta opinião, como um oásis literário, com pessoas educadas e interessantes. É sempre um prazer passar por aqui.

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  7. Excelente a ideia do vídeo, Novaes/. Como somos um clube que funciona presencial e virtualmente, permite aos leitores que nos acompanham via internet mais essa interação, saber quem são e o que pensam alguns de nossos colegas. Tivemos o primeiro gostinho dessa experiência na reunião sobre "Infâmia", transmitida ao vivo graças à colaboração da Editora da UFF em conjunto com alguns setores da UFF. É uma trabalheira, mas vale à pena. Torço para que consigamos em breve filmar e transmitir todas as reuniões do CLIc e ainda permitir a interação dos que nos seguem via face e twitter durante a reunião, com perguntas. Seria ótimo.

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