CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas

A literary think tank

O Clube de leituras não obrigatórias

Fundado em 28 de Setembro de 1998

6 de junho de 2012

Encuentro 112 del CLIc - La tía Júlia y el escribidor: Mario Vargas Llosa




Opinião da leitora-CLIc:

Rita:
 
Eu faço parte da turma que gostou muito do livro. Desde que entrei para o clube, há pouco mais de um ano, li todos os livros do mês e este, com certeza, foi o mais engraçado. Gostei especialmente dos capítulos que contam as estórias do escrevinhador. O romance entre o Varguitas e a Tia Júlia foi apenas o pano de fundo, me parece.

Achei interessante já o título, porque a princípio, eu achava que era sobre o romance entre a tal da Tia Julia e o escrevinhador. Depois não, o título se refere a duas coisas: à tia Julia e ao escrevinhador, que é o Pedro Camacho. Gostei dessa ambiguidade. Quanto à linguagem do Vargas Llosa, achei muito interessante a construção de algumas frases que marcarei para o dia de nosso encontro.

Meu capítulo preferido foi o VI, excelente para o teatro. Já pensou essa cena que começa na pág 143 com a Sarita Huanca?

"O mecânico estava sempre tentando tocá-la, aqui: e as mãozinhas caíam em cima dos joelhos e esfregavam, e subiam, subiam, amassando a saia, pelas coxas (até há pouco impúberes). Piscando, tossindo, trocando um rápido olhar com o secretário, o doutor don Barreda y Zaldívar explicou paternalmente à menina que não era preciso ser tão concreta..."




"El mecánico siempre estaba tratando de tocarla, aquí: y las dos manitas, elevándose, se ahuecaron sobre los tiernos pechos y dedicaron a calentarlos amorosamente. Y también aquí: y las manitas caían sobre las rodillas y las repasaban, y subían, subían, arrugando la falda, por los (hasta hacía poco impúberes) muslitos. Pestañeando, tosiendo, cambiando una veloz mirada con el secretario, el Dr. Dn. Barreda y Zaldívar explicó paternalmente a la niña que no era necesario ser tan concreta, que podía quedarse en las generalidades. Y también la pellizcaba aquí, lo interrumpió Sarita, tornándose de medio lado y alargando hacia él una grupa que súbitamente pareció crecer, inflarse, como un globo de espuma. El magistrado tuvo el presentimiento vertiginoso de que su oficina podía convertirse en cualquier momento en un templo de strip-tease."

Entrevista de Mario Vargas Llosa no Roda Viva


Entrevista de Mario Vargas Llosa com Juan Cruz



Com a palavra, o ganhador do Nobel:

“Creio que o romance foi sempre um testemunho rebelde, de insubmissão. Em todas as épocas, os romances flagraram nossas carências, tudo aquilo que a realidade não nos pode dar e que de alguma maneira desejamos. Começamos a inventar porque o mundo não nos parece suficiente. O romance se situa justamente nesta compensação que o ser humano busca quando entende que a realidade não o satisfaz completamente. Por esse motivo, o romance causou sempre desconfiança nos governos, nas instituições que aspiram controlar a vida. As religiões e os regimes autoritários nunca foram simpáticos ao romance. E penso que têm razão: o romance é mesmo um gênero perigoso, porque provoca a imaginação, os desejos, e nos faz sentir que a vida não é o bastante, que ela não consegue aplacar todos os nossos apetites e sonhos. O romance tem a ver com esse espírito rebelde. A invenção de outro mundo, de outra realidade, onde podemos nos refugiar e viver. Escapar através da fantasia. Acredito que essa é a origem de toda ficção.” 

*Emilio Fraia é jornalista, escritor e editor 


¿Quién era la tía Julia?

"Julia Urquidi, murió el 10 de marzo de 2010, fue la ex esposa de Mario Vargas llosa, sobre cuya convivencia de pareja el escritor peruano escribió " LA TIA JULIA Y EL ESCRIBIDOR". Julia, era 10 años mayor a "varguitas", y durante su formación como escritor, élla lo acompañó hasta luego de recibirse como literato... QUIÉN CONOCE MEJOR A UNO, QUE SU PROPIA MUJER???"

"¿Cómo es Julia Urquidi Illanes?- Soy una persona muy sencilla, muy humana. En la amistad soy terriblemente leal y querendona. No tengo mal carácter, pero tengo carácter, que es muy distinto. No me dejo doblegar, siempre digo: ¿Y por qué? Tampoco lo hago por creerme superior, porque nadie es superior a nadie, sino por mí misma, por autoestima. Creo que no hay peor cosa que el egoísmo, que la envidia. Gracias a Dios, no sé lo que son esas palabras... Créame, ni en las cosas más tremendas que han pasado en mi vida he maldecido a nadie, jamás he sentido rencor." (Julio Carmona - Publicada el 14-10-2010)




História de um Amor - Lucho Gatica


Sábado em Copacabana - Sara Montiel


Leitor CLIc, envie para nós seu texto sobre a leitura do mês, uma poesia, haicai, trova, o que achar que vale a pena compartilhar com os demais leitores.

2 comentários:

  1. Adorei o vídeo, delícia essa língua melodiosa. Gostei do termo ressaltado pelo primo e cunhado a um só tempo, 'incesto elegante'. É preciso que se repensem os paradigmas, afinal, quem vai dizer ao amor quem amar e de que idade?

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  2. Gostei, Rita! Realmente, o capítulo que menciona é um dos mais engraçados e foi o que me levou a apoiar o livro e sua indicação. Sei de mais gente que está adorando:Elenir... Gracinda me parece ter gostado também.

    Realmente, o título é tão ambíguo que podemos pensar em Vargas como sendo também um escrevinhador ...Ele rasgava, escrevia , e rasgava, mas as lições de Camacho lhe serviram para algo, voltar-se para a realidade circundante , sem perder a imaginação.
    Você é uam grande e incansável leitora, além disso, escreve muito bem.
    Bjs e merci...
    Elô

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